FOGO E CINZAS EM PANDORA! 🔥Avatar continua visualmente impressionante, mas o roteiro já não tem o mesmo apelo dos antecessores.
Avatar: Fogo e Cinzas chega como a conclusão épica de uma trilogia que marcou a história do cinema ao utilizar tecnologias de ponta para revolucionar a experiência nas telonas. Além disso, o longa eleva o nível de grandiosidade de seus antecessores, desde a escala das batalhas até as decisões narrativas dos personagens. Quando o Coronel Miles Quaritch se alia à temível “Tribo das Cinzas”, a família Sully enfrenta desafios ainda mais perigosos, nos quais seus laços emocionais são testados em um nível que definirá, de uma vez por todas, o destino de Pandora. Ao observar a obra como parte de uma franquia, é possível notar uma clara evolução dos personagens entre o segundo e o terceiro capítulo. Lo’ak, Kiri e Spider, filhos do protagonista, assumem papéis decisivos em Fogo e Cinzas. A duração extensa, característica da saga, é justamente o que possibilita o desenvolvimento profundo dessas figuras, acompanhando-as desde seus primeiros passos até se tornarem pilares da trama.
James Cameron, que revolucionou a indústria com o 3D no primeiro filme, prova que a franquia continua sendo a maior referência em efeitos visuais. Cada paisagem de Pandora gerada por computação gráfica é extremamente realista, fazendo o espectador questionar se aquilo não foi gravado em um cenário real. Contudo, uma crítica possível reside na aplicação do CGI em figurantes, principalmente em planos abertos. Em certas cenas, esses personagens podem parecer “plastificados”, destoando do cenário e assemelhando-se visualmente a elementos de um videogame. Avatar: Fogo e Cinzas repete o feito de seus antecessores ao entregar uma experiência cinematográfica genuína. Em um cenário onde as janelas de exibição estão cada vez menores e o streaming ganha força, o filme resiste: não é uma obra que se possa abrir mão de ver na tela grande para assistir no conforto do lar.
Confira o trailer de Avatar Fogo e Cinzas
Conclusão da Crítica
É um longa que exige a sala de cinema, uma proposta de Cameron que perdura desde o primeiro filme até o desfecho da trilogia. Em suma, o filme é o ápice visual construído por James Cameron. É exatamente o que se procura para uma experiência sensorial de efeitos impressionantes, embora o roteiro não acompanhe esse mesmo fôlego. Por outro lado, se você busca uma narrativa densa ou complexa, talvez a franquia não seja o que procura. Existe, claro, o pano de fundo com críticas às mudanças climáticas e à exaustão da Terra, mas quem espera algo muito mais profundo que isso certamente se decepcionará.
🎬 Avatar: Fogo e Cinzas estreia nos cinemas do Brasil nesta quinta-feira.
—
Confira mais críticas:
Siga https://www.instagram.com/oliversoofc/ e confira uma cobertura completa sobre filmes, séries e cultura pop.


