BIP-BIP! Será que o Coiote finalmente pegou o Papa-Léguas? Depois de décadas de planos mirabolantes, bigornas despencando do céu e foguetes que explodem sempre na hora errada, o eterno caçador ganhou um filme para chamar de seu. E a nossa crítica de Coyote vs. Acme já adianta: valeu cada segundo de espera.
Coyote vs. Acme é simples, direto e funciona como uma grande surpresa. Pela forma como a Warner vem administrando a franquia dos Looney Tunes nos últimos anos, a gente sempre espera que um novo filme da turma seja apenas uma aventura divertida, sem muito sentido ou propósito, feita para render mais alguns milhões de dólares ao estúdio graças à força que esses personagens ainda têm entre as crianças, mesmo depois de 90 anos. Felizmente, não é o caso aqui.
A trama de Coyote vs. Acme: o Coiote vai aos tribunais
Dessa vez, o Coiote está decidido a processar a Acme, a empresa fictícia que fabrica os equipamentos defeituosos que, segundo ele, são os grandes culpados pelos seus sucessivos fracassos na caça ao Papa-Léguas.
Sim, aquelas mesmas caixas de dinamite, patins a jato e ímãs gigantes que a gente viu dar errado tantas vezes nos desenhos finalmente vão parar no banco dos réus. Com direção de Dave Green e nomes como Will Forte e John Cena no elenco, o longa aposta numa premissa absurda, mas levada a sério o suficiente para a gente embarcar de cabeça na brincadeira.
Animação e live-action finalmente em sintonia
Diferente de experiências recentes, como Space Jam: Um Novo Legado, a mistura dos elementos animados com o live-action funciona extremamente bem. Aqui, os Looney Tunes estão totalmente integrados a um “mundo real” e, conforme o filme avança, a gente até acredita que eles poderiam facilmente existir no nosso mundo.
Nada de personagens que parecem recortados e colados na imagem: o Coiote divide a cena com gente de carne e osso de um jeito natural, e é justamente aí que o humor ganha força.

Um thriller corporativo para todas as idades
A trama principal é um thriller envolvendo os segredos da corporação Acme e passa uma mensagem totalmente moderna, funcionando tanto para as crianças quanto para o público mais velho, que acaba virando uma espécie de “criança adulta” diante da tela. E, claro, não faltam os personagens mais queridos pelo público: Pernalonga, Patolino, Piu-Piu, Gaguinho, Taz… todos têm seu momento de brilhar, em participações que arrancam sorrisos de quem cresceu grudado nos desenhos.
Vale a pena assistir Coyote vs. Acme?
Vale, e muito! Coyote vs. Acme é excelente justamente por funcionar para todos os públicos. Você ri das mesmas piadas que te faziam gargalhar quando era criança, enquanto uma nova geração conhece essas gags pela primeira vez.
Mas o roteiro não se limita ao humor: toda a trama envolvendo as ações mais obscuras da Acme traz reflexões sobre o papel das grandes corporações na sociedade, a espetacularização da violência e até a prática criminosa de maus-tratos a animais. O que impressiona é a forma como o filme consegue condensar tudo isso em uma aventura de pouco mais de 1h40, sem perder o ritmo nem o espírito anárquico que sempre definiu os Looney Tunes.

No fim das contas, Coyote vs. Acme é a prova de que esses personagens ainda têm muito fôlego, desde que sejam tratados com o carinho e a criatividade que merecem. Se você passou a infância torcendo (ou secando) o Coiote, corre pro cinema: essa é a revanche que ele esperou a vida inteira. Quer saber mais sobre a produção? Dá uma olhada na ficha completa do filme no IMDb.
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